Com corredor da Berrini, SPTrans cria nova linha estrutural ligando Pinheiros à Santo Amaro

Com a inauguração do Corredor de ônibus BRT na Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini, no último dia 28 de Dezembro, a SPTrans implementou uma nova linha estrutural para atuar no novo equipamento de mobilidade.

A linha ‘709M-10 Terminal Santo Amaro – Terminal Pinheiros’ pretende ser uma das principais linhas a passar pelo novo corredor, com frequências de ônibus durante o dia que variam de 6 a 8 minutos entre os ônibus. Ainda a linha vai funcionar de segunda a domingo, sendo que nos dias úteis funcionará das 04h30 às 00h55. Veja mais informações e os mapas do percurso da linha abaixo:

Para mais informações sobre os horários de saída veja: “Detalhe da Linha

Para localizar os ônibus circulando pela linha acesse: “Olho Vivo

Para mais detalhes sobre saber como encontra a linha que deseja pegar, veja: “Como descobrir que linha pegar

709M_Mapa

Basicamente a linha seguirá pela Avenida Brigadeiro Faria Lima – Rua Funchal – Corredor da Berrini – Avenida Roque Petroni Jr. – Avenida Santo Amaro. A linha irá atender os bairros de Pinheiros, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Brooklin, Vila Cordeiro, Granja Julieta, Chácara Santo Antônio e Santo Amaro.

Anúncios

“SP terá mais ônibus de madrugada”

Publicado originalmente em: Folha de São Paulo, 02/02/2015, por Leão Serva

Os ônibus de São Paulo vão passar a atender a demanda dos paulistanos que ficam sem transporte para trabalhar ou voltar para casa entre 0h e 6h. A “rede da Madrugada” vai operar já a partir do dia 28 de fevereiro, oferecendo linhas que funcionarão como “dublê do Metrô”, seguindo o trajeto do trem subterrâneo no horário em que ele não funciona, e dali para os bairros.

Esse será o primeiro passo de uma organização dos ônibus conforme necessidades específicas de determinados horários.
Depois, com a nova concorrência, serão implantadas redes diferentes conforme cada período do dia ou da semana. Além da madrugada, haverá uma organização própria para: horário de pico; entre picos; sábado e domingo.

No sábado, a Folha mostrou que a nova licitação do transporte coletivo municipal vai estabelecer três sistemas: 1) “Estrutural” –grandes ônibus circulando como trens nos corredores e avenidas–; 2) “alimentador” ou “coletor” –veículos de médio porte que levam passageiros dos centros de cada bairro até o sistema estrutural–; 3) “intra bairro” –linhas locais de micro-ônibus, que circulam nas áreas residenciais.

Para usar a linguagem dos computadores, os três níveis estruturais serão como o “hardware”; já as cinco redes organizadas por períodos, são o software. A cada momento, linhas e veículos serão rearranjados para atender o usuário típico daquela hora. O pico continuará tendo “carga total”, com o maior número de carros operando. No entre picos, há maior demanda de viagens curtas; no domingo, a necessidade do usuário é diferente dos outros dias.

“Até hoje, sempre pensamos uma rede com oferta de carros maior nas horas de pico e menor fora delas. Só que a cidade não se comporta assim. Tem gente que circula de madrugada e precisa de linhas que não existem, seguindo o trajeto do metrô; no domingo as pessoas buscam o lazer, não o trabalho. Agora teremos cinco redes adaptadas ao usuário de cada momento”, explica o secretário de Transportes, Jilmar Tatto.

CENTRAL OPERACIONAL

Como a Folha revelou no domingo, a reestruturação vai incluir a redução do número de veículos. Muita gente estranha, mas quem observa os transportes públicos na cidade sabe que há falta de gestão, não de veículos. Se o projeto de sistema Estrutural e Alimentador for bem realizado desta vez (em 2004, ficou apenas no papel), vão acabar os desequilíbrios, como centenas de carros vazios, parados em fila nos corredores do centro quando outros estão lotados na periferia.

Para coordenar o sistema, a concorrência a ser anunciada em fevereiro vai prever a criação de Centrais de Monitoramento, com pessoal, softwares, GPS e comunicação para acompanhar o movimento dos ônibus e intervir em tempo real se houver imprevistos de qualquer natureza.

Essas centrais vão permitir também a fiscalização remota dos ônibus, on-line. “Não é possível pensar em fiscais hoje em dia trabalhando com caneta e papel”, diz o prefeito Fernando Haddad.

De todas as novidades noticiadas pela Folha, Francisco Christovam, presidente do SP Urbanuss (sindicato das empresas), considera essa a mais relevante: “Quando o ônibus sai da garagem, a gente pensa: ‘Deus te proteja, meu filho’ e reza para ele chegar no ponto final. As centrais podem mostrar se ele teve problemas, corrigir o percurso, aumentar oferta, etc.”.

leão servaLeão Serva, ex-secretário de Redação da Folha, é jornalista, escritor e coautor de ‘Como Viver em SP sem Carro‘.

Veja aqui a lista dos ônibus da madrugada: Relação de Linhas da Rede Noturna de ônibus

Linha de ônibus conectando a estação Vila Madalena e a USP

02/10/2014

Na semana passada houve uma grande mudança numa das linhas que cruza o Alto de Pinheiros: a linha 828P Lapa – Barra Funda virou  809U-10 Terminal USP – Barra Funda, e teve seu trajeto alterado, para melhor.

Consideramos isso uma ótima notícia, pois vimos pleiteando uma alteração nas linhas de ônibus da região desde a supressão da linha 7725\10, RIO PEQUENO – METRÔ VILA MADALENA em setembro de 2013.

O novo trajeto ficou assim: Linha_809U - ida

Os principais pontos positivos são que agora os moradores e trabalhadores de Alto de Pinheiros voltaram a ter acesso tanto à linha verde do metrô quanto à linha esmeralda da CPTM. É também ótimo para quem quer ir e voltar da USP usando o metrô Vila Madalena, assim como para um trajeto mais direto entre a Pompeia e a USP. O trajeto, mais racional que o anterior, está fazendo com que os ônibus venham mais rápido.

Esses foram nossos principais pleitos quando pedimos uma mudança na linha 828P no início de 2014.

Outro grande benefício é que quase todos os ônibus da linha são novos, o que melhora muito no quesito conforto.

Mas sempre há coisas que podiam melhorar.

Se o trecho entre a USP e a estação Vila Madalena resolveu o problema de muita gente, pois havia poucas opções para atravessar a ponte Cidade Universitária, entre a avenida Pompeia e a Barra Funda existe polêmica. Quando fizemos a sugestão para a mudança de trajeto da linha 828P, só propomos mexer no trecho de Pinheiros. Mas houve uma mudança no trajeto próximo à Barra Funda também. Alguns gostaram da mudança, pois o trajeto ficou mais direto e rápido. No entanto, os usuários que iam da Av. Pompeia a Perdizes (em especial alunos da PUC), perderam essa possibilidade – e infelizmente não há nenhum outro ônibus que conecte esses dois pontos.

A linha continua com poucos carros: são apenas três por hora durante o dia e cinco em horários de pico. Um número muito baixo, que faz com que o intervalo entre os ônibus seja de 20 a 40 minutos.  Além disso não há serviço aos fins de semana.

De qualquer modo, consideramos que a conquista dessa linha foi uma vitória para muitos usuários de ônibus na Zona Oeste. Gostaríamos de acreditar que isso foi fruto de nossa insistências junto à SPtrans, fazendo SACs, reclamando, mas também justificando, estudando, analisando, cobrando e não deixando a peteca cair, mesmo depois de um ano de muito trabalho.

Mudanças para melhor são possíveis!

Esperamos agora que a linha fique logo lotada, inclusive de pessoas trocando o transporte individual pelo coletivo, e que com isso aumentem o número de carros na linha, diminuindo consequentemente o intervalo entre um ônibus e outro!

Quem quiser mandar um comentário sobre isso para a SPtrans, será uma maneira a mais de validar nossa vitória. Basta registrar na Central de Atendimento: http://www.sptrans.com.br/sac/solicitacoes.aspxnewsletter 828p_Page_1

newsletter 828p_Page_2

 

 

 

 

 

 

“Ciclistas foram à Câmara Municipal debater verbas e incentivos para a bicicleta em São Paulo”

Publicado originalmente em: Vá de Bike, em 05/06/2014, por William Cruz

No dia 3 de junho, terça-feira, a Câmara Municipal de São Paulo abriu espaço para duas discussões importantes sobre a bicicleta na cidade: aAudiência Pública do PL 11/2014 e a primeira reunião do ano da Frente Parlamentar em Defesa da Mobilidade Humana, que tinha em sua pauta a destinação de verbas para obras cicloviárias no Plano Diretor.

As duas reuniões aconteceram na mesma sala, agilizando os processos e aproveitando a presença de vereadores e cidadãos. Cerca de 50 ciclistas estiveram presentes e alguns precisaram ficar de pé, pois a quantidade de assentos era limitada. Os vereadores José Police Neto (PSD), Floriano Pesaro (PSDB) e Nabil Bonduki (PT) se alternaram à mesa, pois estava em andamento uma votação no plenário que necessitava pontualmente da presença de cada um deles – o que não os impediu de estarem presentes e dar atenção ao tema.

Da esquerda para a direita, os vereadores Police Neto, Floriano Pesaro e Nabil Bonduki.

Incentivos à bicicleta

A sessão começou com a Audiência Pública do projeto de lei 11/2014, de autoria do vereador Police Neto. Com uma apresentação em slides, o vereador esclareceu a motivação e o funcionamento do projeto, que prevê o incentivo à bicicleta em três frentes:

Compensação de impostos – Os valores pagos em IPI, PIS/PASEP, COFINS e ICMS ao adquirir uma bicicleta retornarão ao cidadão que a adquiriu em forma de créditos no Bilhete Único, utilizado nos sistemas de transporte público do município (trens, metrô e ônibus). O limite máximo para crédito será de um salário mínimo e os valores deverão ser utilizados dentro de um ano. A comprovação será através da apresentação da nota fiscal, com a qual se torna possível calcular os tributos arrecadados.

Gratuidades e seguro – Usuários do sistema de Bilhete Único da cidade passarão a ter garantida a gratuidade dos serviços de empréstimo de bicicletas e de estacionamento de bikes em áreas internas de estações e terminais de transporte coletivo. Também passam a ter direito a seguro contra roubo ou furto de bicicleta dentro dos bicicletários das mesmas estações e terminais de transporte coletivo.

Isenção de ISS – Estabelecimentos que atuem em algumas áreas relacionadas ao uso da bicicleta passarão a ter isenção de ISS. São elas: prestação de serviço de manutenção preventiva e corretiva de bicicletas, partes e peças; comercialização de equipamento e acessórios de bicicletas; comercialização, montagem e fabricação de bicicletas; operação de bicicletários.

Questionamentos

Police Neto afirmou ter sido procurado para estabelecer uma restrição na compensação de impostos, que passaria a ser válida para a aquisição de apenas uma bicicleta a cada dois anos por cidadão. “Essa foi a única restrição que foi apresentada, pela preocupação de uma única pessoa comprar um conjunto grande de bicicletas para revenda fora da cidade de São Paulo”, explicou o autor do projeto.

O cidadão Guilherme Moraes da Silva obteve a palavra para perguntar se não haveria “vício de iniciativa” ao isentar de impostos federais os cidadãos paulistanos, no que poderia ser uma violação ao Pacto Federativo. “Porque se passar aqui, tudo bem, mas daqui a pouco vai pro prefeito, o prefeito vai falar que é violação ao Pacto Federativo, veta, a Câmara passa do veto, mas chega no TJ cai: perdemos tempo”, preocupou-se. “Olha, a gente não tá pregando aqui nenhuma imunidade, nenhuma isenção”, esclareceu Police Neto. “Na verdade o que o município vai fazer é pagar pra gente aquilo que a gente pagou de imposto. Então a gente não viola nenhum dos princípios federativos da legislação tributária, porque não estamos tornando o comprador da bicicleta na cidade de São Paulo imune ao tributo ou isento dele, ele vai pagar. É que o município em forma de incentivo vai devolver em Bilhete Único”.

Essa compensação seria, portanto, semelhante à da Nota Fiscal Paulista. “E ao colocar o recurso no Bilhete Único, você tem uma outra vantagem: se o usuário que comprar a bicicleta e for ressarcido não usar, ficou como investimento para o sistema de transporte público coletivo”, complementou o vereador. Então imagina que eu comprei a bicicleta, peguei o [valor no] meu Bilhete Único mas não usei. Passei os dois anos e não usei. Eu fiz um investimento no sistema. Então a bicicleta acaba por investir no sistema de transporte público coletivo.”

Próximos passos

O Projeto de Lei fica agora aberto a alterações de outros vereadores, através de emendas, para então ir a segunda votação. Informaremos o andamento aqui no Vá de Bike.

Plano Diretor

O vereador Nabil Bonduki apresentou as sugestões de alteração no Plano Diretor da cidade que têm relação com a mobilidade. Segundo o vereador, o novo Plano têm a visão de priorizar o sistema de transporte coletivo e não motorizado. “Houve uma participação intensa de algumas entidades, principalmente da Ciclocidade, em várias audiências públicas”, contou o vereador, explicando que com base nas 45 audiências no final de 2013 foi produzido o substitutivo do Plano Diretor (PL 688/13).

Bonduki elencou vários pontos referentes à mobilidade que já estão propostos como artigos ou emendas do substitutivo, a serem levadas para segunda votação:

  • compartilhamento de bicicletas (bike sharing);
  • compartilhamento de automóveis (car sharing), visando reduzir a dependência do automóvel próprio, o que estimula indiretamente o uso de outros modais;
  • medidas de engenharia para disciplinar o uso do espaço para pedestres, bicicletas e veículos (emenda de autoria do vereador Floriano Pesaro);
  • adaptar as condições de circulação de transportes motorizados a fim de incentivar a segurança e o uso de modais não motorizados, incluindo medidas de acalmamento de tráfego (traffic calming) e redução de velocidade (emenda proposta pela Ciclocidade);
  • redução de espaço de estacionamento para implantação de infraestrutura cicloviária e ampliação de calçadas;
  • dentro das ações estratégicas para o sistema de transporte coletivo: a viabilização de infraestrutura segregada para circulação segura de ciclistas (ciclovias) e diretrizes para implantação dos novos corredores, terminais de ônibus, linhas e estações de metrô, de trem e monotrilho, para integrá-los ao sistema cicloviário, estimulando a intermodalidade;
  • integração dos serviços de compartilhamento de automóveis e bicicletas com os demais modais (colocando estações de bicicletas em terminais de ônibus e estações de trem e metrô, por exemplo);
  • foram incluídos como componentes do sistema cicloviário: ciclorrotas, bicicletários e demais equipamentos de suporte, sinalização cicloviária e sistemas de compartilhamento de bicicletas;
  • articulação do sistema cicloviário com os demais meios de transporte;
  • as ações e investimentos no sistema cicloviário devem ser orientados segundo a diretriz de implantar as redes cicloviárias associadas às redes de transporte coletivo, motorizado de média e alta capacidade, e garantir o deslocamento seguro e confortável de ciclistas em todas as vias;
  • programas e ações de investimento públicos e provados devem estar acompanhados de campanhas massivas de conscientização e incentivo do uso de transporte não motorizado.

Para mais detalhes, assista ao vídeo no final da página e consulte o site GestãoUrbanaSP.

Utilização de recursos

Durante o encontro, Daniel Guth, representando a Ciclocidade, entregou uma carta-manifesto ao vereador Nabil Bonduki, solicitando que seja inserida inserir no texto final do Plano Diretor Estratégico (PDE) a destinação obrigatória de 10% dos recursos anuais do Fundurb (Fundo de Desenvolvimento Urbano) em obras do sistema cicloviário municipal, viabilizando assim recursos para tornar realidade políticas públicas voltadas à bicicleta como transporte.  Entenda aqui. Também foi entregue um abaixo-assinado para reforçar essa solicitação, que reuniu, até o fechamento dessa matéria, quase 20 mil assinaturas (em apenas uma semana).

Comentando essa solicitação, Bonduki informou que já há propostas sobre vinculação de receita para o sistema de mobilidade, inclusive uma de autoria do vereador Police Neto. “Por isso que eu já conversei com o vereador Police e tenho como disposição colocar, assim como foi disponibilizado 30% para a habitação, ser dado 30% da receita do FUNDURB para a mobilidade, restrita a transporte coletivo e modos não motorizados, o que significa fundamentalmente para o sistema cicloviário e o sistema de pedestres”, explicou o vereador, que é relator do substitutivo do PDE.

Segundo Nabil, além da fonte do orçamento normal, outros fundos podem ser utilizados para sistema cicloviário, notadamente os fundos da operações urbanas, que “são fundos bilionários”. “Essa ciclovia que está sendo feita do CEAGESP até a Berrini está vindo da Operação Urbana Faria Lima. E a Operação Urbana Água Branca, que aprovamos em setembro, prevê recursos para o sistema cicloviário e as pontes que estão previstas para a Marginal do Tietê só podem ser feitas, com exceção da Raimundo, as demais todas que eram do projeto original, são seis pontes acho, são só para transporte coletivo, ciclovias e pedestres”, esclareceu.

Ainda segundo o vereador, além do FUNDURB e da utilização de recursos dos fundos das operações urbanas Água Branca, Faria Lima e Águas Espraiadas, seria possível utilizar verbas do como o Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (FEMA) e do Fundo Municipal de Desenvolvimento de Trânsito (FMDT) – o popular “fundo de multas”. “O Projeto de Lei que eu ‘herdei’ do vereador Chico Macena [PT], Secretário de Governo agora, vincula verba que só poderia ser utilizada para segurança, sinalização e muitas questões relacionadas ao sistema cicloviário”, lembrou Nabil. “[Esse fundo] arrecada em um ano o que o FUNDURB arrecada durante o Plano Diretor inteiro”, completou Police Neto.

“Não estou querendo fugir da proposta de vocês dos 10% do FUNDURB para o sistema cicloviário, estou querendo dizer que há muito mais recursos do que esses 10%, que estão espalhados em outros fundos”, ressaltou o relator. “Então a minha proposta, que já não é uma proposta fácil de ser viabilizada, é garantir os 30% para a mobilidade não motorizada e o sistema de transporte coletivo e talvez batalharmos uma diretriz mais explícita, nas operações urbanas principalmente, para que em todas elas sejam utilizados obrigatoriamente recursos para o sistema cicloviário e teremos recursos maiores até que os 10% solicitados.”

Gabriel di Pierro (na foto, o segundo a partir da esquerda) ressaltou pontos importantes em relação às verbas para o sistema cicloviário.

Questionamentos

Gabriel Di Pierro, da Ciclocidade, lembrou que o prefeito assinou uma carta compromisso em que um dos pontos seria a utilização de 0,25% do FMDT, para chegar a 1%, mas que isso ainda não foi realizado. ”Nós temos uma LDO, que está agora entrando aqui na casa, que está falando de R$ 20 milhões para o ano que vem e nossa avaliação é que isso não dá conta de atingir a meta que o governo firmou com a população em geral”, alertou Di Pierro, em referência aos 400 km de vias cicláveis prometidos no Plano de Metas.

“A bicicleta não tem recebido orçamento, isso é um fato, historicamente. E nesse governo houve uma ampliação, mas fica tão difuso o orçamento para a bicicleta, que chega no final do ano, aprova a LDO, aprova a LOA e a gente não sabe quanto tem. Para nós seria importante que estivesse vinculado, que estivesse bastante objetivo. A gente vivenciou na Eliseu de Almeida uma dificuldade enorme para conseguir R$ 2 milhões, então o que a gente quer é conseguir olhar e saber onde está essa nossa parte, porque somos importantes na cidade e historicamente somos esquecidos. Se o governo quer fazer essa diretriz, trazer esse espírito do transporte coletivo e não motorizado, a gente acha que tem que ter essa vinculação orçamentária”, declarou.

O diretor da Ciclocidade ainda apontou que, nessa situação de aplicação de 30% do FUNDURB tanto para transporte público como para bicicletas e pedestrianismo, haverá o risco de grande parte dos recursos serem utilizados para o sistema de transporte público, restando pouco para obras cicloviárias. Gabriel ainda ressaltou que o valor de 10% do Fundurb em si ainda é pouco, em razão do custo por quilômetro das ciclovias (de R$ 600 mil a R$ 4 milhões), o que faria com que o município optasse pela estrutura mais barata, a ciclorrota.

“Vamos batalhar, porque é o que está na mão agora, estamos discutindo o Plano Diretor, FUNDURB, mas também podemos introduzir nas diretrizes das Operações Urbanas a questão das ciclovias”, sugeriu o Nabil Bonduki. “Tinha uma resistência aos 30% e vai ter uma resistência ao destino disso para a bicicleta”, alertou Police Neto, explicando que é importante tentar sensibilizar os demais vereadores.

Bonduki ainda sugeriu que as entidades que assinam o pedido tentem marcar uma conversa com o prefeito Fernando Haddad (PT), para sensibilizá-lo quanto à necessidade de recursos para a bicicleta, já que ele estaria alinhado com a ideia de garantir que o que está previsto no Plano Diretor seja colocado em prática.

Vídeo

 

“Transporte Gentileza”

Publicado originalmente em: Blog do Ponto de Ônibus, em 06/06/2014, por Ádamo Bazani

Nos transportes públicos, o convívio é coletivo. Assim, pensar no próximo também é contribuir para a melhoria dos serviços

É fato que a cada dia as pessoas estão mais estressadas e o tempo parece que se torna menor para realizar as mesmas atividades.
No trânsito e nos transportes públicos, esta situação se torna cada vez mais comum.
Realmente, congestionamentos, ônibus que atrasam e metrô com a capacidade de lotação extrapolada não são agradáveis para ninguém.
É necessário cobrar constantemente das autoridades a melhoria nos transportes coletivos. Também as empresas operadoras devem ser fiscalizadas de maneira técnica e isenta para prestarem um bom serviço.
Mas o passageiro também tem sua responsabilidade para que os transportes sejam melhores.
Numa sociedade cada vez mais intolerante e com pessoas estressadas, gentilezas que podem parecer ações simples e insignificantes, na verdade podem fazer toda a diferença.
Primeiramente, é importante não esquecer que no transporte público e no trânsito, há um compartilhamento de espaço e uma convivência coletiva.
Para que essa convivência dê certo, regras em comum devem ser seguidas.
Respeitar os bancos preferenciais para idosos, gestantes, recém-operados e deficientes; não ficar nas proximidades das portas se não vai descer atrapalhando a saída dos outros passageiros; respeitar as sinalizações; não praticar atos de vandalismo em estações, terminais, composições e ônibus; entre outras ações é o mínimo que se espera de um cidadão que deve aprender a viver coletivamente, algo nem sempre fácil.
No entanto, cada passageiro e motorista ou operador pode fazer mais um pouco para que os transportes e o trânsito não sejam válvulas de escape do estresse e o tempo escasso do dia a dia com confusões que podem até mesmo terminar em tragédias.
É aí que entram as gentilezas.
Um simples bom dia para o motorista do ônibus ou agente de estação parece que não, mas pode mudar o humor do profissional naquela hora, o estimulando, fazendo-o sentir valorizado.
Ceder o lugar, mesmo que não seja preferencial, a quem notoriamente precisa se sentar, se oferecer para segurar algum volume ou pacote de quem está em pé, dar aquele passinho para trás para a outra pessoa entrar ou sair do ônibus ou vagão (carro) e não usar mochilas nas costas enquanto se está dentro do veículo de transporte não só vai fazer com que o outro passageiro se sinta melhor, como também vai contribuir para um transporte até mesmo mais rápido e eficiente.
Muitas vezes, o atraso de um metrô, trem ou ônibus é ampliado pela demora nos embarques e desembarques ocasionada por passageiros que seguram as portas ou não dão a vez para quem está prestes a entrar ou sair do veículo de transporte coletivo.
Usar o fone de ouvido em volume adequado e os termos “com licença”, “por favor”, “desculpe”, “obrigado” diminuem qualquer situação estressante em ônibus, trens, estações, pontos e terminais.
Ninguém gosta de estar numa condução lotada, ninguém quer um ônibus que atrase ou quebre. Por isso, este texto não exclui a responsabilidade dos órgãos gerenciadores públicos e das empresas operadoras.
Mas o bom comportamento também ajuda no dia a dia dos transportes. Nunca se esqueça que você não é o único que está cansado, atrasado ou com problemas. Então, para que piorar algo que já está difícil?
O texto parece abordar aspectos óbvios, mas quantas vezes você deixou de tomar algumas destas ações de gentileza tão simples, mas que fazem toda a diferença?

“Começa obra de ciclovia que vai ligar Ibirapuera à Ceagesp”

Publicado originalmente em: O Estado de São Paulo, em 4/6/2014, por Bruno Ribeiro

Construção de 17 quilômetros, que vai passar por vias importantes das zonas sul e oeste da capital, deve durar um ano e meio

SÃO PAULO – Começou a construção da ciclovia que ligará o Parque do Ibirapuera à Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). A previsão é que a obra demore um ano e meio. Ela vai passar por vias importantes das zonas sul e oeste da capital, como as Avenidas Doutor Gastão Vidigal, Brigadeiro Faria Lima, Hélio Pellegrino e Pedroso de Morais, somando 17 quilômetros de extensão.

O traçado vai se integrar ao trecho já existente de ciclovia na Faria Lima e seguirá pela zona sul até chegar à Avenida João Dias.

Segundo a Secretaria Municipal das Subprefeituras, o traçado da nova rota, dividida em seis trechos, foi feito pensando de forma a integrar a via segregada à Estação da Linha 9-Esmeralda, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que já conta com bicicletário.

Não há confirmação, ainda, se a instalação da ciclovia trará alterações na Ciclofaixa de Lazer que funciona nos domingos e feriados na mesma região, integrando os Parques Villa-Lobos, do Povo e do Ibirapuera.

A ciclovia será feita com recursos da Operação Urbana Faria Lima – obtidos com a venda de potencial construtivo de imóveis da região às empresas da construção civil. Os valores não foram confirmados.

“Ao longo de toda extensão da ciclovia, será ainda executada toda a infraestrutura de iluminação, urbanização, paisagismo, acessibilidade e semafórica”, informou a secretaria, em nota.

Promessas. A instalação de uma ciclovia naquele trajeto é uma promessa aguardada desde o lançamento da Operação Urbana Faria Lima, em 1995. A proposta era ligar a Ceagesp até o Shopping Morumbi, também na zona sul, e ficou de fora na construção do segundo trecho da Faria Lima, inaugurado em 1999. A gestão Gilberto Kassab (PSD), entre 2008 e 2012, inaugurou o primeiro trecho de ciclovia da Faria Lima, durante a reformulação urbana da via, e instalou a ciclofaixa apenas nos fins de semana. Com a previsão de integração com os outros meios de transporte, a perspectiva, agora, é que as bicicletas possam ser usadas na área também nos dias úteis.

“São Paulo terá mais 400 Km de ciclovias até 2016”

Publicado originalmente em: Prefeitura Municipal de São Paulo, em 05/06/2014

Atualmente, a cidade conta com 63 Km de vias segregadas exclusivamente para o deslocamento de ciclistas. Novos 400 km se somarão ainda aos 150 km de ciclovias previstas para serem implantadas juntas com os futuros corredores de ônibus

 A cidade de São Paulo ganhará mais 400 Km de ciclovias até o fim de 2016. O anúncio foi feito pelo secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, nesta quarta-feira (4) durante a 7ª reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT). Atualmente, a cidade conta com 63 Km de vias segregadas exclusivamente para o deslocamento de ciclistas.

Nova reunião entre Metrô-SP e funcionários que ameaçam greve não tem acordo

Publicado originalmente em: UOL, 02/06/2014

Um nova reunião de conciliação entre representantes do Metrô-SP e dirigentes dos sindicatos dos Metroviários e dos Engenheiros de São Paulo na tarde desta segunda-feira (2) no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) terminou sem acordo.

Os metroviários ameaçam iniciar uma greve na próxima quinta-feira (5), a uma semana do início da Copa do Mundo, caso a companhia não melhore as propostas aos trabalhadores.

Segundo informações da assessoria do tribunal, metroviários e engenheiros querem aumento de 16,5% –7,98% de recomposição calculada pelo IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) e 7,5% de aumento real. Na semana passada, as categorias exigiam aumento de 35,47%, mesmo percentual de aumento que uma comissão do Senado aprovou, no início do mês, para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Metrô, no entanto, oferece 7,8% de reajuste para as duas categorias, mesmo percentual proposto em outras reuniões de conciliação. Outro ponto que emperra a negociação é o plano de carreira dos metroviários. As magistradas Ivani Contini Bramante e Patrícia Therezinha de Toledo conduziram a reunião de conciliação.

A greve dos metroviários foi aprovada em assembleia na última terça-feira (27). Bramante pediu ao secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, empenho para evitar a paralisação no Metrô.

Outra reunião entre as partes, também mediada pelo TRT, está marcada para quarta-feira (4), às 11h. Na mesma data, metroviários e engenheiros farão novas assembleias para definir se haverá greve.

Liberação de catracas

Caso as negociações não evoluam, os metroviários planejam outras ações além da paralisação, como a liberação das catracas aos usuários e a realização de atos de rua. Na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que não aceita a liberação das entradas como forma de protesto. Os metroviários pedem ainda aumento no valor do vale-refeição e vale-alimentação.

Cerca de 4,5 milhões de pessoas usam diariamente o Metrô, que é o principal meio de transporte para o Itaquerão, estádio que abrirá o Mundial no dia 12. O Metrô tem quase 10 mil funcionários, dois terços deles envolvidos diretamente na operação.

Ameaça de greve para pressionar

Nos últimos anos, a praxe do Sindicato dos Metroviários tem sido aprovar greves com antecedência para forçar o Metrô a subir as propostas. Nos anos de 20102011 e2013, a categoria chegou a anunciar a paralisação, mas desistiu diante de propostas melhores.

A exceção ocorreu em 2012, quando os metroviários paralisaram por algumas horas, no período da manhã, o que revoltou o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Naquele ano, a categoria fechou acordo de reajuste de 6,17% e encerrou a greve.

Desde 2011, o Sindicato dos Metroviários é comandando por dirigentes ligados ao PSTU e ao PSOL. O grupo que está no poder do sindicato derrotou uma chapa ligada ao PCdoB, que estava há anos na direção da entidade.

“Operação Dá Licença para o Ônibus – Avenida Brigadeiro Faria Lima, na Zona Oeste, ganha faixa exclusiva a partir desta segunda-feira, 26/05”

Publicado originalmente em: CET, em 23/05/2014

As novas faixas pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, totalizarão 900 metros de extensão. Elas funcionarão, em ambos os sentidos, de segunda a sexta-feira das 6 às 20 horas; e aos sábados, das 6 às 14 horas.

A partir desta segunda-feira (26/05), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a São Paulo Transporte (SPTrans) implantam mais 900 metros de faixa exclusiva à direita para ônibus na Avenida Brigadeiro Faria Lima, Zona Oeste da cidade. Os coletivos terão prioridade de segunda à sexta-feira das 6 às 20 horas, e aos sábados, das 6 às 14 horas.

A ativação está inserida na Operação Dá Licença Para o Ônibus, cujo objetivo é priorizar a circulação do transporte coletivo, contribuindo para a melhoria do desempenho dos ônibus nos corredores. Com isto, busca-se a redução dos tempos de viagens com padrões de eficiência, conforto e segurança para os usuários do transporte público.

As novas faixas exclusivas na Avenida Brigadeiro Faria Lima serão implantadas da seguinte forma:

No sentido Ibirapuera – entre as ruas Jorge Coelho e Leopoldo Couto Magalhães Junior;

No sentido Pinheiros – entre as ruas Callimaque e Jerônimo da Veiga

Com mais 900 metros, a partir de 26/05 a malha viabilizada pela atual gestão chegará a 332,5 Km de faixas exclusivas para ônibus na capital paulista.

 Alterações no Sistema Viário

Não está prevista nenhuma alteração na circulação do tráfego em função da implantação da faixa exclusiva.

População beneficiada

Pela Avenida Brigadeiro Faria Lima, no sentido Ibirapuera, passam 27 linhas de ônibus, transportando 296.000 passageiros/dia útil, numa frequência média de 154 ônibus/hora. Já no sentido Pinheiros, circulam 21 linhas de ônibus municipais, levando 167.000 passageiros/dia útil, numa frequência média de 110 ônibus/hora.

 Fiscalização

A ativação terá um período de adaptação, quando os agentes de trânsito irão orientar os motoristas para não invadirem o espaço nos horários definidos para a exclusividade dos ônibus. Daqui a duas semanas, a partir de 02/06, a fiscalização será intensificada na via.

Independente disso, a orientação é para que todos os motoristas respeitem a faixa exclusiva desde o início da implantação da mesma.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), transitar na faixa exclusiva à direita de ônibus é uma infração leve, com perda de três pontos na carteira e multa de R$ 53,20.

Recomendações ao público

· Respeite a sinalização;

· Dê preferência ao uso de transporte público (Metrô, Ônibus e Táxi);

· Se necessitar pedir informações, proceda de forma a não atrapalhar a fluidez do trânsito;

· Não estacione em locais proibidos, frente a guias rebaixadas, em canteiros centrais, em fila dupla ou onde haja canalizações com cones e cavaletes;

· Não embarque ou desembarque em fila dupla ou afastado da calçada.

A Engenharia de Campo da CET e da SPTrans vão acompanhar o desempenho da nova faixa exclusiva, visando melhorar as condições de trânsito e preservar a segurança viária de todos os usuários.

Fale com a CET – Ligue 1188. Atende 24 horas por dia para informações de trânsito, ocorrências, reclamações, remoções e sugestões.

10% do FUNDURB para bicicletas!

Uma campanha do Ciclocidade

O novo Plano Diretor Estratégico (PDE) de São Paulo está em fase final de discussão: o Projeto de Lei 688/13 já foi aprovado em primera votação pela Câmara Municipal e agora pode receber emendas dos vereadores antes de ir para a votação definitiva e, em seguida, para a sanção do prefeito Fernando Haddad.
Apesar dos avanços em relação à mobilidade por bicicletas no PDE, garantidos pela participação permanente dos ciclistas no processo de discussão iniciado em 2013, o Plano deixa de abordar um ítem importante: a verba necessária para tirar as ideias e projetos do papel.
A previsão de recursos para a implantação de um sistema cicloviário em São Paulo precisa ser garantida em lei e o Plano Diretor é uma ótima oportunidade para que isso aconteça, pois trata da utilização de recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FUNDURB) — um fundo que tem como premissa realizar investimentos em prol dos “objetivos, diretrizes, planos, programas e projetos urbanísticos e ambientais integrantes ou decorrentes do Plano Diretor Estratégico”.
Garantir a destinação dos recursos do FUNDURB para a implementação do sistema cicloviário ajudaria a viabilizar os 400km de vias cicláveis previstos no Programa de Metas da atual gestão municipal. Os recursos também permitiriam o aumento gradual do orçamento de transportes (0,25% ao ano, até atingir 1% no final da gestão) para a mobilidade por bicicletas, compromisso firmado com os ciclistas pelo prefeito Fernando Haddad durante a campanha eleitoral de 2012.
Você também pode ajudar a conseguirmos a destinação de 10% dos recursos do FUNDURB para as obras do sistema cicloviário:

clique para assinar a petição online

 

Um blog sobre como andar melhor nos nossos bairros

%d blogueiros gostam disto: